Conselho da OPBB faz reunião histórica em Petrópolis - Já era tempo de uma nova arrancada para o progresso da Ordem, depois da reforma do estatuto, regimento interno, código de ética, criação do cadastro único e carteira padronizada. Uma vez homologadas em Florianópolis, no congresso de janeiro, estas decisões comentadas a seguir terão impacto de uma reforma na OPBB.

A primeira grande decisão foi padronizar e aperfeiçoar o processo de ingresso e transferência de pastores, visto que atualmente cada seção tem sua lista de exigências para ingresso e transferência entre as seções da mesma OPBB. Todas as seções utilizarão os mesmos procedimentos e, neste caso, os seminários poderão orientar os candidatos ao pastorado, mesmo que o concílio venha a ser realizado em outro estado. Observe que agora é a seção quem convoca o concílio. Este dará um parecer à igreja, que fará ou não a consagração, utilizando-se do parecer do concílio como um serviço prestado pela OPBB.

O Conselho da OPBB decidiu também mudar a forma de recolher as contribuições dos pastores. O sistema atual está limitado a recolher de cada pastor apenas R$ 1,00 por mês. Além de recolher pouco, prejudicando projetos da OPBB e de suas seções, todos têm trabalho duplicado no controle, e os pastores têm que pagar duas vezes. Com o novo sistema, esta duplicidade será eliminada, os orçamentos da OPBB e das suas seções serão melhorados, e o trabalho dos pastores, reduzido e facilitado, uma vez que serão oferecidas várias alternativas para o pagamento. Talvez a melhor contribuição do novo sistema esteja na comunicação. Algumas seções cobram valores considerados altos, enquanto outras, valores muito baixos, o que, além de não parecer justo, dificulta a conscientização dos pastores. Com a padronização da contribuição, uma forte campanha de conscientização e melhores controles, espera-se diminuir significantemente o número de pastores que não contribuem. O conselho decidiu que todo pastor fará uma contribuição única anual de R$ 100,00 diretamente para a OPBB, que repassará à seção 50% da contribuição dos pastores nela filiados. O novo sistema terá início para todas as 31 seções até 01 de janeiro de 2008, quando também serão encerradas as validades das antigas carteiras, emitidas pelas seções. A decisão de criar a contribuição única foi unânime, o que revela não somente a qualidade de decisão, mas também um anseio geral por um sistema mais inteligente de participação financeira dos pastores no sustento de sua Ordem. Será melhor para os pastores, para as seções e para a OPBB. O trabalho da seção será simplificado.

O conselho da OPBB dedicou muitas horas de trabalho sobre como encaminhar o assunto da filiação ou não de pastoras. O congresso do Rio de Janeiro tinha determinado que o assunto fosse tratado em Teresina, que preferiu dar mais um ano para as seções debaterem o assunto, fazendo uma prévia das preferências regionais. O resultado até a data da reunião do Conselho foi: pela aceitação, 12 seções ou 38,71%; contra a aceitação, 10 seções ou 32,26%; não votaram ou querem mais tempo, 9 seções ou 29,03%. O conselho discutiu exaustivamente a melhor forma de encaminhar o debate em Florianópolis considerando que:

1) a consagração é de competência da igreja local conforme normas estatutárias;

2) a OPBB respeita a decisão da Igreja local, desde que o processo de consagração seja legítimo conforme os critérios estabelecidos nos documentos constitutivos da OPBB;

3) a pesquisa realizada em 2006 sobre aceitação ou não de pastoras na OPBB revela uma divisão de opinião sobre o assunto;

4) entre as seções já existem pastoras aceitas.

E, então, o Conselho da OPBB resolveu encaminhar para apreciação da Assembléia as seguintes propostas:

1) que o processo de filiação de pastoras seja também delegado às seções;

2) que a OPBB, a partir desta decisão, regulamente através do estatuto e regimento interno o processo de filiação e transferência de pastoras e a confecção de carteiras;

3) que as seções comuniquem adequadamente às possíveis pastoras, quando do processo de filiação, que as seções contrárias à filiação não estão obrigadas a aceitar sua transferência.

Nos próximos números de “Notícias da OPBB” haverá mais espaço para comentar as três grandes decisões acima e outras que também foram tomadas nesta histórica reunião do Conselho. A OPBB está trabalhando firme para servir melhor aos pastores batistas do Brasil.